quinta-feira, 27 de março de 2014

O Realismo

O realismo foi um movimento artístico e literário que surgido nas últimas décadas do século XIX na Europa, mais especificamente na França, em reacção ao Romantismo.

Entre 1850 e 1880 o movimento cultural, chamado Realismo, predominou na França e estendeu se  pela Europa e pelos restantes continentes.

Os integrantes desse movimento sentiam a necessidade de retractar a vida, os problemas e costumes das classes média e baixa não inspirada em modelos do passado.

O movimento manifestou-se também na escultura e, principalmente, na arquitectura.

Principais diferenças entre Romantismo e Realismo.

No romantismo o narrador assume se na 1.ª pessoa, enquanto que no realismo existe o distanciamento do narrador;

Outras das diferenças é que no romantismo valoriza-se o que se idealiza e o que se sente, já no realismo valoriza-se o que se é.


O Realismo na Escultura

Na escultura, o grande representante realista foi o Auguste Rodin, este não se preocupava com a idealização da realidade, pelo contrario, procurou recriar os seres tais como eles são. Os temas contemporâneos e políticos eram os principais.

A sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano.


terça-feira, 25 de março de 2014

O Realismo nas Artes

O Realismo fundou uma Escola artística que surgiu no século XIX em reacção ao Romantismo e desenvolveu na observação da realidade, na razão e na ciência.


O realismo, como movimento artístico do século XIX, caracterizava se pela oposição ao idealismo das escolas clássica, românticas e académicas, não deve ser confundindo com técnicas realistas de execução de obras de arte, ou seja, com o esmero do artista em reproduzir as imagens (em artes plásticas) tal qual as vê na realidade.

Técnicas realistas de pintura e de escultura existem desde, ao menos, a Antiguidade clássica e foram e continuam sendo utilizadas por diversas escolas (como, a dos surrealistas).

Pintura realista


Jean-François Millet, The Gleaners, 1857.

O historiador Seymour Slive cita que quando se discute o realismo em relação aos pintores de paisagem é importante especificar que esses artistas quase nunca pintavam os seus quadros em exteriores.

A prática de fazer pinturas ao ar livre só se tornou comum no século XIX. Em épocas anteriores as pinturas de paisagem eram quase sempre compostas nos ateliês.

Principais pintores realistas:

Édouard Manet
Gustave Courbet
Honoré Daumier
Jean-Baptiste Camille Corot
Jean-François Millet
Théodore Rousseau

domingo, 23 de março de 2014

O Realismo na Arquitectura

Os arquitectos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas, criadas pela industrialização. As cidades não exigem mais ricos palácios e templos.

Exigem sim, fábricas, estações ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias, tanto para os operários quanto para a nova burguesia.


sábado, 22 de março de 2014

O Teatro e o Realismo

Com o realismo,os problemas do quotidiano das camadas sociais mais baixas ocupam os palcos.

O teatro, inclusive o realista e o naturalista, era definido pelo facto de que não só ilustrava o que se desviava da melhor sociedade, mas também suplantava a vida real pela forma do drama.

O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem torna-se coloquial.

A primeira grande obra dramática realista é A Dama das Camélias, (1852),de Alexandre Dumas.

O Realismo pode ser visto até hoje em dia, em peças teatrais como o Homem da Faixa Preta e outras.


La Dame aux camélias (1848)

sexta-feira, 21 de março de 2014

O Realismo na Literatura

Motivados pelas teorias científicas e filosóficas da época, os escritores realistas desejavam retractar o homem e a sociedade em sua totalidade.

Não bastava mostrar a face sonhadora ou idealizada da vida, como fizeram os românticos, desejaram mostrar a face nunca antes revelada, a do quotidiano massacrante, do amor adúltero, da falsidade e do egoísmo humano, da impotência do homem comum diante dos poderosos.

Uma característica do romance realista é o seu poder de crítica, adoptando uma objectividade que faltou ao romantismo.

Grandes escritores realistas descrevem o que está errado de forma natural, ou por meio de histórias como Machado de Assis.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Significado da Obra

Retracta a sociedade e a mentalidade da época (realismo);
É uma metáfora para o percurso da "Geração de 70", "os vencidos da vida": começa com grandes ambições, ilusões e fantasias, e acaba na desilusão e no desencanto.

PERSONAGENS CARLOS DA MAIA: Centro da órbita da intriga, a pessoa de Carlos é certamente das que requerem da parte do autor mais desenvolvimento. Carlos, personagem incontestavelmente modelada, é no entanto produto de uma educação de tipo definido, aparentemente utilizado por Eça de Queirós para representar um indivíduo de formação perfeita, carácter convicto e relativamente recto.

MARIA EDUARDA: Endeusada pelos olhos de Carlos, Maria Eduarda Maia aparece-nos descrita como uma senhora de porte nobre, elegante e sensual, dotada de espírito e virtuosa de encarnação.

AFONSO DA MAIA: Possivelmente a única personagem a que Eça não associa qualquer defeito. Firme, mas generoso e sensível, é o responsável pela louvável educação de Carlos e a imagem do português sério e ideal, capaz e determinado.

PEDRO DA MAIA Pedro: representa a pessoa frágil por excelência, em tudo um fraco Herdeiro da vulnerabilidade da mãe, sofre de uma debilidade amplificada por uma educação exageradamente beata, centrada no Latim e no estudo das escrituras, que o impede de sair e desfrutar a natureza, encarcerando-o num verdadeiro purgatório terreno. De estatura pequena, também semelhante à da mãe, adquire um corpo capaz de reflectir a fragilidade da alma, extremamente sensível e melancólica.

JOÃO DA EGA: Eça utiliza-o para poder tomar parte directamente na história e denunciar, com caricaturas e observações satíricas, os valores que a obra num todo parece condenar. Tem uma conduta recta e sempre fiel ao amigo Carlos, que acompanha em tudo. Goza do privilégio de praticar a transição gradual de uma personagem-tipo para uma personagem modelada. Revela complexidade psicológica, que vai paulatinamente adquirindo ao longo da história. É, com a excepção de Afonso da Maia, a única personagem a quem é concedida a descrição de uma reflexão pessoal interior. É o alter-ego de Eça.

MARIA MONFORTE: Mulher fatal, como a filha, responsável pela desgraça de Pedro, Maria Monforte é descrita como dona de um corpo sensual, semelhante a uma deusa, a uma estátua de mármore- possivelmente a Vénus no jardim do Ramalhete. Contrastando com esta perfeição corpórea está a personalidade fútil mas fria, caprichosa, cruel e interesseira. É inquestionavelmente uma personagem-tipo, ainda que desempenhe um papel relativamente significativo no romance.

TOMÁS DE ALENCAR: Outra personagem-tipo, Alencar reproduz fielmente a figura do poeta romântico - alto e asceta, de bigodes negros como os trajes que enverga, voz grossa e macilenta e postura artificialmente lúgubre.

EUSEBIOZINHO SILVEIRA: Eusebiozinho representa o oposto de Carlos - molengão, fraco e fútil, excessivamente mimado pela mamã; e pela titi, melancólico e fraco como Pedro da Maia - merecedor portanto do nada carinhoso diminutivo com que é tratado já em adulto. Quando Carlos procura a ciência para desafiar o intelecto, Eusebiozinho procura casas de passe de segunda classe ou acompanhantes de mau porte
Eusebiozinho Educação Portuguesa Carlos Educação Inglesa Símbolo o Trapézio Pedagogo o inglês Brown Vida ao ar livre Exercício físico Aprendizagem de línguas vivas (Inglês) Submissão da vontade ao dever Educação Moderna Símbolo a Cartilha Pedagogo o abade Custódio Debilidade física Aprendizagem de línguas mortas (Latim) Deformação da vontade própria Educação Romântica Educação

DÂMASO SALCEDE: Das personagens-tipo, é aquela a que Eça de Queirós dá mais atenção. Bem abaixo de uma pessoa, Dâmaso é antes uma conjunção de vícios. É filho de um agiota e assume um comportamento de adulação e deslealdade concorrentes. Obcecado com o chique, decalca qualquer comportamento importado do estrangeiro, particularmente de França. Procura imitar Carlos em tudo. Aparece para realçar a figura de Carlos da Maia.
CRAFT Apesar de pouca ou nenhuma importância ter na acção principal, Craft representa o homem correcto, incorruptível de hábitos rijos, pensando com rectidão. Recebe especial favor de Afonso da Maia, que o considera deveras um homem. Há ainda outras personagens de menor relevo, a saber a pessoa do Sr. Sousa Neto, o Conde de Gouvarinho, O Nunes, Steinbroken, O Palma Cavalão, o maestro Corujes. Guimarães faz a ligação do passado ao presente, através da papelada que entrega a João da Ega.