segunda-feira, 31 de março de 2014

Apresentação do Grupo

Olá!
Somos o Pedro, a Daniela e a Patricia somos do distrito de Beja.
Temos os dois 17 anos, estamos no 11º ano e frequentamos o curso de marketing em Beja.
As nossas disciplinas favoritas são Marketing e Espanhol.

Os nossos objectivos são aprender, trocar impressões com os alunos, produzir textos, seleccionar informação e pesquisar.

domingo, 30 de março de 2014

Eça de Queiroz

José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim em 25 de Novembro de 1845.

Foi registado como filho de José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós e de mãe ilegítima.

O seu nascimento foi fruto de uma relação ilegítima entre D. Carolina Augusta Pereira de Eça e de José Maria d`Almeida de Teixeira de Queirós.

Carolina Augusta fugiu de casa para que a sua criança nascesse afastada do escândalo da ilegitimidade.

Em 1861, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Aqui, juntou-se ao famoso grupo académico da Escola de Coimbra que, em 1865, se insurgiu contra o grupo de escritores de Lisboa, a apelidada Escola do Elogio Mútuo.

Esta revolta dos estudantes de Coimbra é considerada como a semente do realismo em Portugal.
No entanto, esta foi encabeçada por Antero de Quental e Teófilo Braga contra António Feliciano de Castilho, pelo que, na Questão Coimbrã, Eça foi apenas um mero observador.

Terminou o curso em 1866 e fixou-se em Lisboa, exercendo simultaneamente advocacia e jornalismo. Dirigiu o Distrito de Évora e participou na Gazeta de Portugal com folhetins dominicais, que seriam, mais tarde, editados em volumes com o título Prosas Bárbaras.

Em 1869 decidiu assistir à inauguração do Canal do Suez.
Viajou pela Palestina e daí recolheu variada informação que usou na sua criação literária, nomeadamente nas obras O Egipto e A Relíquia.

Por influência o seu companheiro e amigo universitário, Antero de Quental, entregou-se ao estudo de Proudhon e aderiu ao grupo do Cenáculo.

Em 1870, tomou parte activa nas Conferências do Casino  (marca definitiva do início do período realista em Portugal) e iniciou, juntamente com Ramalho Ortigão, a publicação dos folhetins As Farpas.

Decidiu entrar para o Serviço Diplomático e foi Administrador do Concelho em Leiria.

Foi na cidade do Lisboa que elaborou O Crime do Padre Amaro. Em 1873 é nomeado Cônsul em Havana, Cuba.

Dois anos mais tarde, foi transferido para Inglaterra, onde residiu até 1878.

Foi em terras britânicas que iniciou a escrita do Primo Basílio e começou a arquitectar Os Maias, O Mandarim e A Relíquia. De Bristol e Newcastle, onde residia, enviou frequentemente correspondência para jornais portugueses e brasileiros.

No entanto, a sua longa estadia em Inglaterra encheu-o de melancolia.

Em 1886, casou com D. Maria Emília de Castro, uma senhora fidalga irmã do Conde de Resende. O seu casamento é também sui generis, pois casou aos 40 com uma senhora de 29.

Em 1888 foi com alegria transferido para o consulado de Paris. Publica Os Maias e chega a publicar na imprensa Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramires.

Nos últimos anos, escreveu para a imprensa periódica, fundando e dirigindo a Revista de Portugal.

Sempre que vinha a Portugal, reunia em jantares com o grupo dos Vencidos da Vida, os acérrimos defensores do Realismo que sentiram falhar em todos os seus propósitos.

Morreu em Paris em 1900.




Bibliografia de Eça de Queiroz

A vasta obra de Eça de Queirós é comummente dividida em três fases distintas:

Fase Romântica:

Prosas Bárbaras
O Mistério da Estrada de Sintra

Fase Realista:

As Farpas
Uma Campanha Alegre
O Crime do Padre Amaro
O Primo Basílio
A Tragédia da Rua das Flores
O Mandarim
A Relíquia
Os Maias

Fase Social-Nacionalista:

Correspondência de Fradique Mendes
A Ilustre Casa de Ramires
A Cidade e as Serras
Contos
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sábado, 29 de março de 2014

Conferencias do casino

Quando se deu a "Questão Coimbrã", quase todos os adeptos do Realismo eram estudantes em Coimbra. Terminados os seus cursos, cada um seguiu o seu rumo, permanecendo, porém, unidos nos seus ideais.

Antero viajou pela França, América e Açores, estando em contacto com a a filosofia e o estilo de vida de outros países e outros povos. Regressou a Lisboa,  onde se tinham estabelecido grande parte dos seus colegas de faculdade.

Estes, tendo decidido continuar o apostolado intelectual e cultural iniciado em Coimbra, criaram o Cenáculo, uma reunião dos jovens intelectuais portugueses, onde se discutiam todos os assuntos referentes ao país (política, literatura, arte, economia,...).

Cheio de ideias novas, Antero rapidamente passou a liderar o grupo e decidiu pôr as suas ideias em prática. Para tal, decidiu "abrir uma tribuna onde tenham voz as ideias e os trabalhos que caracterizam este momento do século". Assim, em 1871, realizam-se no Casino Lisbonense as famosas Conferências Democráticas do Casino.



Geração 70

A Geração de 70 é denominada por ser constituída por um grupo de jovens académicos de Coimbra que, após finalizarem os seus cursos, estabeleceram-se em Lisboa, 1871, organizaram as famosas Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, onde defenderam e cimentaram as bases do Realismo em Portugal, já iniciado na década anterior com a Questão Coimbrã.

Independentemente da capacidade crítica e inventiva pessoais dos seus constituintes, é certo que a chamada Geração de 70 representa em Portugal uma profunda revolução cultural.

A Geração de 70 veio arrancar não só a literatura, mas toda a cultura portuguesa desta apatia sentimentalista em que mergulhava. Esquematicamente, tinha esta geração como objectivos:

Repensar e pôr em questão toda a cultura portuguesa;

Preparar, pelo menos numa fase inicial, activamente uma profunda transformação na ideologia política e na estrutura social portuguesas.

Sem dúvida, estes homens representam uma mudança ideológica que se viria a reflectir não só na literatura, mas em todos os quadrantes da sociedade, desde a política à filosofia, à literatura, à economia…

sexta-feira, 28 de março de 2014

Programa da Conferências Democráticas

 1º Conferência: "Causas da Decadência dos Povos Peninsulares"

Esta conferência, proferida em 29/05/1871 também por Antero de Quental, apontava três causas principais para tal decadência: o catolicismo da Contra-Reforma, que isolara a Península Ibérica dos ideais do resto da Europa e impediu-os da progressão ideológica e social que aí se verificava; a centralização dos poderes na mão dos reis e a falta de liberdade concedida, que pudessem fazer progredir o país sem estarem dependentes dos poderes absolutistas dos reis; o excessivo desenvolvimento das conquistas, que arruinou

3º Conferência: "O Realismo como Nova Expressão da Arte"

Fez esta conferência, a 12/06/1871, Eça de Queirós. Condenou a fórmula da "arte pela arte" e afirmou que a arte deve ter como finalidade corrigir e ensinar. Para isso, devia basear-se na lei moral e científica. Segundo o romancista, a arte devia ter três qualidades essenciais: ser bela, justa e verdadeira. Só no Realismo era possível criar uma arte assim, uma arte capaz de transformar e corrigir a sociedade.

quinta-feira, 27 de março de 2014

O Realismo

O realismo foi um movimento artístico e literário que surgido nas últimas décadas do século XIX na Europa, mais especificamente na França, em reacção ao Romantismo.

Entre 1850 e 1880 o movimento cultural, chamado Realismo, predominou na França e estendeu se  pela Europa e pelos restantes continentes.

Os integrantes desse movimento sentiam a necessidade de retractar a vida, os problemas e costumes das classes média e baixa não inspirada em modelos do passado.

O movimento manifestou-se também na escultura e, principalmente, na arquitectura.

Principais diferenças entre Romantismo e Realismo.

No romantismo o narrador assume se na 1.ª pessoa, enquanto que no realismo existe o distanciamento do narrador;

Outras das diferenças é que no romantismo valoriza-se o que se idealiza e o que se sente, já no realismo valoriza-se o que se é.