quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Vida e Obra do Padre António Vieira

António Vieira nasceu em Lisboa dia 6 de fevereiro de 1608 e morreu em Salvador 18 de julho de 1697, mais conhecido como Padre António Vieira foi um religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus.

 

Uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras.
 
Nesta qualidade, defendeu infatigavelmente os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização.
 
António Vieira defendeu também os judeus a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.

Na literatura, seus sermões possuem importância no barroco brasileiro e português.

 
 
 
 


“Para falar ao vento bastam palavras. Para falar ao coração, é preciso obras” (Padre António Vieira)”


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Louvoures em Geral

São obedientes (obediência), ouvem e não falam "aquela obediência, com que chamados acudistes todos pela honra de vosso Criador e Senhor", "ouvem e não falam" .
Foram os primeiros animais a serem criados "vós fostes os primeiros que Deus criou"

São os mais numerosos e os mais volumosos "entre todos os animais do mundo, os peixes são os mais e os maiores"

Não são domesticáveis, presos, virgens. "só eles entre todos os animais não se domam nem domesticam"

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Louvores em Particular

Peixe de Tobias
 
Cura a cegueira
"(...) sendo o pai de Tobias cego, aplicando-lhe o filho aos olhos um pequeno do fel, cobrou inteiramente a vista;"

Expulsa os demónios
 


"(...) tendo um demónio chamado Asmodeu morto sete maridos a Sara, casou com ela o mesmo Tobias; e queimando na casa parte do coração, fugiu dali o demónio e nunca mais tornou;"


Rémora
 
Um peixe pequeno mas tem muita força.

"(...) se se pega ao leme de uma nau da índia (...) a prende e amarra mais que as mesmas âncoras, sem se poder mover, nem ir por diante."
 


"Oh se houvera uma rémora na terra, que tivesse tanta força como a do mar, que menos perigos haveria na vida, e que menos naufrágios no mundo!"
"(...) a virtude da rémora, a qual, pegada ao leme da nau, é freio da nau e leme do leme".
 
 
Torpedo
Peixe que faz descargas elétricas para se defender.
Representa a vingança.

RONCADORES
Embora tão pequenos roncam muito.

Simbolizam a arrogância e a soberba.
 
PEGADORES
Sendo pequenos, pregam-se nos maiores, não os largando mais.

Simbolizam o parasitismo.
 
VOADORES
Sendo peixes, também se metem a ser aves

Simbolizam a presunção (vaidade) e a ambição).

POLVO
Com aparência de santo, é o maior traidor do mar.

Simboliza a traição.

domingo, 24 de novembro de 2013

Repreensões aos vícios particulares

Os Roncadores – Soberbos e Orgulhosos


Argumento: Pequenos mas muita língua, facilmente pescados. Os peixes grandes têm pouca língua, muita arrogância, pouca firmeza.

Os Pegadores – Perasitismo

Argumentos: Vivem na dependência dos grandes, morrem com eles. Os grandes morrem porque comeram, os pequenos morrem sem terem comido.
 
Os Voadores – Presunção e Ambição
Argumentos: Foram Criados peixes e não aves, são pescados como peixes e caçados como aves morrem queimados.
O Polvo – Traição
Argumentos: Ataca sempre de emboscada porque se disfarça.





sábado, 23 de novembro de 2013

Texto Argumentativo

Um Texto Argumentativo tem como objectivo persuadir alguém das nossas ideias. Deve ser claro e ter riqueza lexical, podendo tratar qualquer tema ou assunto.
 
É constituído por um primeiro parágrafo curto, que deixe a ideia no ar, depois o desenvolvimento deve referir a opinião da pessoa que o escreve, com argumentos convincentes e verdadeiros, e com exemplos claros. Deve também conter contra-argumentos, de forma a não permitir a meio da leitura o leitor os faça.
 
Por fim, deve ser concluído com um parágrafo que responda ao primeiro parágrafo, ou simplesmente com a ideia chave da opinião.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Estilo Barroco


Barroco é um termo que deriva do francês baroque e que permite fazer alusão a um movimento cultural e estilo artístico desenvolvido entre o século XVII e meados do século XVIII. Esse estilo abrangeu diversos ramos (a arquitectura, a pintura, a música, a literatura, etc.) e caracterizou-se pela ornamentação excessiva.
O barroco, enquanto estilo predominante, sucedeu o renascimento e precedeu o neoclassicismo. Começou a tornar-se popular em Itália e espalhou rapidamente pelos países católicos da Europa e da América, antes de atingir, as áreas protestantes e alguns pontos do Oriente.  
 
O Barroco corresponde à segunda etapa da Era Clássica, iniciou-se no fim do século XVI, e se prolongou até o início do século XVIII.

De certo modo o Barroco foi uma continuação natural do Renascimento, porque ambos os movimentos compartilharam um profundo interesse pela arte da Antiguidade clássica, mas interpretando-a diferente, o que teria resultado em diferenças na expressão artística de cada período. É também caracterizado pelos contrastes, oposições e dilemas.



 
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Funções Sintaticas

Uma frase é constituída por uma palavra ou grupos de palavras que funcionam como uma unidade de sentido completo. Assim, cada elemento da frase desempenha uma função distinta, denominada função sintática.

Sujeito: aquele que desempenha a acção.

 
Pode ser representado por:
 
Um determinante e um nome
 
Ex: O António adormeceu.
 
Um nome
 
Ex: Coimbra é a cidade dos estudantes.
 
Um pronome
 
Ex: Ela escreve bem.
 
Uma palavra ou expressão nominal
 
Ex: Nevar é típico no inverno.
  

Tipos de Sujeito:
Sujeito Simples – é constituído por apenas um grupo nominal ou por uma oração.
 
Ex: O meu cãogosta de brincar com as crianças.





Ex:O Pedro passou de ano.
Ex:Lisboa é banhada pelo rio Tejo.
 
 


 
Sujeito composto - é constituído por uma coordenação de grupos nominais ou de orações.
 
Ex:O cão e o gato gostam de brincar com as crianças.





Ex:O Pedro e a Maria passaram de ano.
Ex:Lisboa e Setúbalsão banhadas por rios.
Ex:Eu, tue ele trabalhamos todos os dias.
 
 
Sujeito Nulo

 
 
Sujeito subentendidoNão está expresso o sujeito, mas, pelo contexto, sabe-se quem pratica acção.
Ex: Adormecem cedo
 
 
Sujeito Indeterminado - Não se sabe quem pratica a acção
 
 
Ex: Conta-se que era uma princesa.





(...) Assaltaram hoje muitas lojas na baixa.

 
 
 
Sujeito Expletivo – Ocorre com verbos impessoais.
Ex: Parece que o exame correu mal.
Ex:Trovejou muito esta tarde..
Ex:Está a chover muito.
 

Predicado

É a função sintática desempenhada pelo verbo e pelos complementos que selecciona.
 
Permite determinar o objectivo indicado pelo sujeito ou afirmar algo sobre este.
É constituído pelo verbo e pelos constituintes dele presentes:
 
Complemento directo
Complemento indireto
Complemento oblíquo
Predicativo do sujeito
Predicativo do complemento direto
Complemento agente da passiva
 
Ex: O filho escreveu uma carta à mãe.
 
Ex: Fiquei comovido com o teu gesto.
 
Ex: A aluna não ganhou a bolsa, infelizmente





 
 

 
 
Funções Sintáticas internas ao grupo nominal
 
 
Complementos do nome (obrigatório) ( antigo complemento determinativo)
 
São elementos que, pela intima relação que têm com o nome, lhe alterem o sentido, caso sejam retirados; aparecem sempre à direita do nome, tratando-se de constituintes obrigatórios.
 
Um grupo preposicional que restringe a realidade do nome
 
Ex: A visita de estudo correu bem.
 
Um adjetivo colocado à direita do nome, formando uma unidade de sentido
 
Ex: A carta topografica estava errada.
 
 
Modificadores do nome (facultativo)
Restritivo (antigo atributo) – É um constituinte do grupo nominal que se situa normalmente à direita do nome e que nao pode aparecer separado por virgulas.
Pode ser um adjetivo, um grupo preposicional ou uma oração subordinada relativa restritiva.
 
Ex: Um cão vadio dormia na rua.
 
Ex: O passeio de bicicleta foi interessante.
 Apositivo (antigo aposto) – É constituinte que presta uma informação adicional, sendo sempre isolado por virgulas. Pode ser um grupo nominal, um grupo adjetival, um grupo preposicional ou uma oração subordinada relativa explicativa.
 
Ex: O atleta, pessoa humilde e desempenhada, lesionou-se.
 
 
Funções Sintáticas internas ao grupo verbal
 
 
Complemento direto – é o elemento que está diretamente ligado a um verbo transitivo direto.
 
Ex: Ontem comprei um livro.
 
Complemento indireto – é o elemento que se encontra indiretamente ligado a um verbo transitivo por meio da preposição a.
 
Ex: Darei flores à minha mãe
 
Complemento oblíquo é um constituinte obrigatório que pode apresentar a forma de grupo preposicional ou grupo adverbial e ainda coordenação de uma dessas formas.
 
Ex: A Joana vive em Coimbra.
Ex: Puseste ali o livro?
 
Complemento agente da passiva – é um grupo preposicional introduzido pelo preposição por, que corresponde ao sujeito da ação.
 
 Ex: A baleia foi encontrada por um pescador. (Um pescador encontrou uma baleia)
 
Predicativo do sujeito – surge na oração junto de verbos copulativos e que estabelece uma relação de sentido com o sujeito.
 
Ex: O miúdo ficou magoado no jogo.
 
Predicativo do complemento direito –é o elemento que se junta ao complemento direto dos verbos como considerar e eleger.
 
Ex: A assembleia nomeou o João Presidente.
 
Modificador (antigo grupo móvel) – é um constituinte funcional opcional (pode estar na frase ou não), que é selecionado pelo núcleo do grupo sintático de que depende. Pode ser constituído por:
 
Um grupo adverbial não é exigido por nenhum elemento da frase. Podem ser interrogados ou negados.
 
 Ex: A professora leu o texto pausadamente.
 
 Ex: Os alunos foram ontem a uma visita de estudo.

Vocativo – o vocativo é a função que identifica o interlocutor e que ocorre frequentemente em frases imperativas, exclamativas e interrogativas.
 
Funciona como aposição ao sujeito, expresso ou subentendido, aparecendo sempre isolado por virgulas.
 
 
Ex: Maria, faz-me um favor.
 
Ex: Já te disse, filho, para estudares!